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22 de maio | Dia do Autor Português

22autor22

Fonte da imagem: incm

 

O Dia do Autor Português, instituído há 35 anos, reconhece a importância do autor das mais variadas áreas artísticas. Homenageia quem ajuda a sonhar, quem transmite emoções, quem enriquece a nossa cultura e aumenta os nossos conhecimentos.

É, pois, deveras importante que a criança, desde o jardim de infância, esteja em contacto com histórias e autores portugueses, pois partilham a mesma língua, a mesma cultura. E temos excelentes autores e livros maravilhosos.

São os autores portugueses que podem interagir com eles em encontros, demonstrando-lhes que a pessoa que escreveu determinada história é alguém com quem podem falar, e até tocar, e esse é um fator crucial para a criança começar a ter uma relação especial com os livros e mais tarde vir a descobrir o prazer da leitura.

Os educadores de infância são muito importantes na medida em que estão a ajudar a desenvolver a personalidade da criança, a pensar, a brincar, a sonhar, a interagir com os outros, e preparam- nos para a fase seguinte: a escola.

Na minha infância nunca tive ninguém que me lesse uma história nem estive em nenhum jardim de infância, e, apesar de já inventar as minhas histórias aos 3 anos, o meu contacto com os livros só se deu na escola. A partir daí tive de ler e escrever às escondidas dos meus pais, porque eles não viam isso com muito agrado, não compreendendo aquela minha necessidade de escrever e devorar todos os livros que apanhava pela frente. Por essa razão, gosto muito de conhecer os meninos dos jardins de infância e as respetivas educadoras.

Um livro para crianças deve ser divertido, emocionante, cativante e transmitir algo importante, pois é uma ferramenta essencial na formação e educação da criança, podendo incutir-lhe bons valores e ajudá-la a distinguir o bem e o mal.

Mesmo para os mais pequenitos, procuro sempre transmitir esses valores humanos e conhecimentos que estimulem a sua capacidade de raciocínio.

Como autora, sinto-me muito grata por viver um sonho que tive quando escrevi o primeiro livro aos 11 anos: escrever histórias como profissão. Um sonho concretizado que ao longo destes 23 anos me proporcionou, como escritora, visitar centenas de escolas, conhecer centenas de professores e educadores fantásticos, e contactar com milhares de crianças. A forma calorosa como sempre fui recebida e a amizade que me dedicam têm-me ajudado a crescer e a tornar-me uma pessoa melhor. Dá-me um prazer enorme escrever e receber depois o seu entusiasmo, demonstrando-me um carinho especial por saberem que escrevi para eles.

A necessidade de escrever para os mais pequenitos surgiu a pedido deles, quando acompanhavam os irmãos mais velhos, nas sessões de autógrafos das minhas coleções infantojuvenis. Apareciam- -me com livros do Noddy e da Anita para eu os autografar, e, quando eu lhes dizia que não o podia fazer, já que não tinham sido escritos por mim, olhavam-me muito ofendidos e escandalizados, perguntando-me então porque é que eu não escrevia para eles também e se eu não gostava dos meninos mais pequenos.

O Coelhinho pretende transmitir às crianças valores tão importantes como a generosidade, a solidariedade e a amizade. O tema da poupança é abordado neste livro, mostrando à criança que é uma coisa boa, desde que não se torne em avareza, porque as pessoas são muito mais importantes do que o dinheiro. O equilíbrio é um fator imprescindível em tudo.

Na minha experiência com os jardins de infância e as escolas abordo a questão de uma maneira simples. Em determinados pontos da história tento envolvê-los, fazendo duas ou três perguntas, para descobrir se apreenderam a mensagem. No final faço outras perguntas, mais fáceis ou difíceis, conforme a idade deles. A vantagem é interagir com as crianças e ajudar a divulgar esses mesmos valores, entender não só a postura deles mas também a forma como assimilam a mensagem, os conhecimentos. E tenho tido imensas surpresas com os mais pequenitos. Por vezes até fico impressionada com as respostas que eles dão, principalmente quando lhes pergunto o que pode ser considerado tesouro, sem ser dinheiro. Já tive respostas deveras inesperadas: vida, saúde, alegria, amor, felicidade, água, nuvens, Sol, estrelas e até o porquinho de estimação.

Fico sempre maravilhada com a extraordinária capacidade que eles demonstram, mesmo não sabendo ainda ler, ao captarem e compreenderem a mensagem do livro, interagindo com entusiasmo.

Por isso, queridas educadoras, não só no Dia do Autor Português, mas em todos os outros dias do ano, deixo-lhes a sugestão que lhes leiam livros de autores portugueses. Talvez se surpreendam agradavelmente e descubram que nada ficam a dever aos autores de renome internacional.

Isabel Ricardo (autora de livros infantis)

Fonte: portoeditora

 

 

Curiosidade:
O Dia do Autor Português é assinalado a 22 de maio desde 1982. Esta data foi instituída pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), numa iniciativa do maestro Nóbrega e Sousa. Este dia coincide com o aniversário da SPA que tem por missão gerir os direitos de autor bem como representar todos os autores portugueses (também os seus sucessores e cessionários) das áreas literárias e artísticas que nela estejam inscritos.

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No passado dia 11 de maio a Casa da Cultura de Oleiros acolheu a Fase Intermunicipal da 12ª edição do Concurso Nacional de Leitura (CNL), animadamente conduzida pelo conhecido e muito apreciado narrador, contador de histórias e humorista Jorge Serafim, onde estiveram presentes os alunos apurados do 1º, 2º, 3º ciclo e do Ensino Secundário dos Agrupamentos de Escolas albicastrenses. Os alunos participantes realizaram uma prova escrita a partir de obras previamente selecionadas pelo júri desta fase, designadamente: “A Lenda do Viajante que Não Podia Parar” de Concha López Narváez” (1º ciclo); ” A história do Senhor Sommer” de Patrick Süskind (2º ciclo); “A Ordem do Poço do Inferno” de Nuno Matos Valente (3º ciclo) e “A Viagem do Elefante” de José Saramago (Ensino Secundário), seguindo-se uma leitura expressiva em voz alta de um poema previamente escolhido e uma apresentação oral da obra, com argumentos muito eloquentes e convincentes por parte de todos os participantes, que demonstraram enquanto leitores confiantes e entusiasmados, as razões pelas quais tudo muda quando lemos e que a prática literária requer um ingrediente indispensável: o prazer. A tarde foi ainda marcada com a presença de uns “renascidos” escritores portugueses – Luís Vaz de Camões, Fernando Pessoa, Eça de Queirós, Gil Vicente – que encantaram miúdos e graúdos com as suas rábulas, em leituras performativas pelas ruas da vila.

Ao júri, composto por Telma Veríssimo (Casa da Cultura de Oleiros); Nuno Matos Valente (Escritor) e Sílvia Ferreira (Pé de Pano – Projectos Culturais) coube a difícil tarefa de selecionar um vencedor por cada categoria (nível de ensino) e de entre os alunos apurados que irão representar a CIM (Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa) na Fase Final desta edição do CNL, a decorrer em junho, estão dois alunos do Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva: o aluno Diogo Carrola do 9º2 que ficou em terceiro lugar, sendo suplente para a fase nacional na categoria do 3º ciclo e a aluna Maria Inês Roque do 6º2 com o primeiro lugar na categoria do 2º ciclo, sendo finalista para a fase nacional. Estão ambos de parabéns pela belíssima participação nesta fase e pelos magníficos resultados obtidos! Os alunos em 1º, 2º e 3º lugar, nas 4 categorias, receberam um Certificado de Participação e, respetivamente, um tablet, um gaming board e um power bank, acompanhados de alguns brindes, ofertas da Câmara Municipal de Oleiros.

 

“Esta foi mais uma grande festa dos livros e dos leitores, numa demonstração da leitura enquanto atividade prazerosa. A cada novo livro, uma nova porta se abre e um livro leva a outro, e novos caminhos, novas ideias e novos mundos se abrem”, refere Carla Nunes, professora bibliotecária do Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva, acrescentando que “E isso significa, na sua forma mais simples, que cabe aos professores e mediadores encontrar livros de que eles gostem, dar-lhes acesso a esses livros e deixar que eles os leiam. E haverá melhor lugar para que elas leiam do que as nossas bibliotecas?”

Livros para escutar (e ver)… por Rita Pimenta.

Livros ilustrados na voz dos autores.

Basta clicar na capa de cada um dos livros para ouvir. Nas versões mais antigas ouvem-se apenas as vozes, mas mais recentes, a começar no livro Eu Acredito, de David Machado e Alex Gozblau, já surgem as filmagens em vídeo das leituras, sempre acompanhas pelas ilustrações.

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Fonte: blogues.publico

Foi o que quisemos contar na biblioteca escolar Afonso de Paiva aos alunos da turma 3 do 6º ano, inserido na disciplina de Oferta Complementar com a diretora de turma, contando com a presença de meninos especiais do 1º, 2º e 3ºciclos, em vésperas de tão importante efeméride. A partir da “História de uma flor” de Matilde Rosa Araújo, adaptada em SPC (Símbolos Pictográficos para a Comunicação) e narrada em LGP (Língua Gestual Portuguesa) pela equipa EREBAS (Escola de Referência de Educação Bilingue de Alunos Surdos) da educação especial do agrupamento, lida ainda em voz alta pela professora bibliotecária, exploraram-se os valores de Abril, seguindo-se um infominuto explicativo, em registo vídeo, como forma de sistematização de conteúdos e ainda o visionamento de um programa de rádio, datado de 24 de abril de 1974, onde pudemos ver e ouvir o locutor da rádio Renascença responsável por uma das senhas que despoletou esta revolução.

No final houve ainda lugar a um jogo da glória interativo (em linha) sobre o tema, ao que se seguiu uma atenta observação e análise das duas exposições patentes no 1º andar da escola sede, alusivas à temática: “Mãos de Abril”, realizada pelos alunos do 6º 3 e da unidade EREBAS e uma exposição fotográfica realizada com imagens do livro “Um fotógrafo em Abril” do fotojornalista Sebastião Salgado, ambas organizadas pelas bibliotecas escolares e equipa EREBAS.

Esta foi mais uma atividade de mediação leitora realizada no âmbito do projeto “Saber Ler+: Práticas Inclusivas de Leitura”, um projeto desenvolvido de forma articulada e colaborativa entre as bibliotecas escolares e o departamento de educação especial do agrupamento Afonso de Paiva, que conta já com 4 anos, tendo como principal objetivo a criação de bibliotecas inclusivas, capazes de proporcionar oportunidades de leitura para todos, com a inovação de práticas de trabalho, assim como o enriquecimento dos currículos, o que contribuirá, acreditamos, para o desenvolvimento das competências de leitura e do relacionamento e interação social dos alunos. No final, todos souberam responder à questão: 25 de Abril, mas afinal o que foi que aconteceu nessa data? Aqui ficam as respostas:

Em 1974 nós ainda não éramos nascidos nem a grande parte dos adultos mais novos. Mas o 25 de Abril foi uma das datas mais importante para nós, porque nos permitiu ter Liberdade. A certa altura, os militares criaram o MFA (Movimento das Forças Armadas) e no dia 24 de abril de 1974 tentam derrubar o Governo. Às 5 para as 11 da noite, passa na rádio a canção “E Depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho, a primeira senha para o início das operações do MFA e à meia-noite e vinte é passada na rádio a segunda senha “Grândola Vila Morena”, de Zeca Afonso. Uma coluna militar de tanques, comandada pelo Capitão Salgueiro Maia saía da Escola Prática de Cavalaria, de Santarém, em direção a Lisboa, onde tomaria posição junto aos ministérios no Terreiro do Paço, cercando depois o Quartel do Carmo onde se tinha refugiado o então chefe do Governo, Marcelo Caetano. Durante o dia, os populares juntaram-se aos militares e, conta-se, que a certa altura uma vendedora de flores começou a distribuir cravos e os soldados e a população enfiavam-nos nos canos das espingardas e os populares colocavam-nos ao peito. Por isso se chama ao 25 de Abril a Revolução dos Cravos.

 

O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de abril e pretende anualmente promover o prazer da leitura e o respeito pelos livros e pelos seus autores. Esta data foi escolhida com base na tradição catalã em que os homens oferecem neste dia às suas senhoras uma rosa vermelha de S. Jorge e recebem em troca um livro, testemunho das aventuras do cavaleiro. Em simultâneo e por coincidência, nesta data nasceu e morreu William Shakespeare, deixou-nos Cervantes e numerosos escritores famosos vieram ao mundo ou faleceram.

Nas bibliotecas escolares do AE Afonso de Paiva e como forma de assinalar a data através da promoção de iniciativas ligadas à leitura, aos livros e ao acesso à informação e ao conhecimento, poderá ser visionado (ao longo do dia) o filme de animação The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore, uma curta-metragem de animação americana de 2011 (dirigido e escrito por William Joyce e Brandon Oldenburg), vencedor do Óscar de melhor curta-metragem de animação em 2012, sendo uma verdadeira homenagem aos livros. Simultaneamente e logo a começar o dia, pelas 8.30h da manhã, todos os alunos do 1º, 2º e 3º ciclos irão assistir a esta curta de animação em contexto de sala de aula, como forma de marcar o dia. Na escola sede do agrupamento estarão dispostos códigos QR nas portas das salas e outros espaços da escola básica Afonso de Paiva que remetem para uma informação síntese sobre a data e a sua importância.

DML2018

Para a equipa das bibliotecas escolares Afonso de Paiva e S. Tiago, os livros são muito importantes para os mais novos e, muito particularmente, para os meninos do jardim-de-infância que mesmo sem saberem ler, têm por eles um amor e um fascínio imenso. Os livros são portas para a descoberta da língua que se faz arte, explorando a beleza das palavras, o mundo das formas e das cores, das sensações e das emoções. Com os livros vivem-se aventuras que de outra forma não seriam possíveis. Os livros são um importante meio de transmissão de cultura e informação e elementos fundamentais no processo educativo. Por isso, fica o conselho: leiam, sozinhos ou com os outros, partilhem histórias e memórias, aventurem-se nessa viagem que iniciamos quando se começa a ler um livro novo!

Boas leitur@s!

No dia 18 de abril a Biblioteca Municipal de Castelo Branco acolheu a Fase Municipal da 12ª edição do Concurso Nacional de Leitura. Participaram aproximadamente 4 dezenas de alunos do 1º, 2º, 3º ciclo e do Ensino Secundário dos Agrupamentos de Escolas do concelho de Castelo Branco. Os alunos participantes realizaram uma prova escrita seguida de uma prova oral, a partir de obras previamente selecionadas pelo júri, designadamente: “O soldadinho de chumbo”, de Hans Christian Andersen (1º ciclo); “O livro que falava com o vento e outros contos”, de José Jorge Letria (2º ciclo); “O caso do beco das sardinheiras”, de Mário de Carvalho (3º ciclo) e “O velho que lia romances de amor”, de Luís Sepúlveda (Ensino Secundário).

Ao júri, composto por Cláudia Cravo Jorge (Biblioteca Municipal); Pedro Rafael Gomes (coordenador interconcelhia da Rede de Bibliotecas Escolares) e Margarida Morgado (Professora na Escola Superior de Educação de Castelo Branco) coube a difícil tarefa de selecionar um vencedor por cada categoria (nível de ensino). De entre os alunos apurados que irão representar o município de Castelo Branco na Fase Intermunicipal que se realizará a 11 de maio na Biblioteca Municipal de Oleiros, o aluno Diogo Carrola do 9º2 do Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva é o vencedor na categoria do 3º ciclo, cabendo ainda à aluna Maria Inês Roque do 6º2 o lugar de suplente na categoria do 2º ciclo.

CNL.18.04.2018

Todos os participantes receberam brindes e um Certificado de Participação e os vencedores um Diploma e um cheque vale em livros na Livraria A Mar Arte. A complementar esta iniciativa e num momento de narração de histórias esteve presente a sempre luminosa contadora de histórias Clara Haddad que encantou miúdos e graúdos.

A professora bibliotecária Carla Nunes destaca mais uma vez “a relevância deste concurso, este ano e pela primeira vez englobando todos os níveis de ensino, reforçando o propósito de dar a esta celebração da leitura e da expressão um caráter mais universal e significativo, demonstrando, em imagens e momentos de que são feitos estes concursos, o verdadeiro prazer de ler”, parabenizando expressivamente todos os participantes.

Aqui ficam alguns momentos:

TRANSMAGINAR

um (re)encontro com o mundo dos livros...

Cultura LIJ / ISSN 2545-6849-10

Revista de Cultura y Literatura Infantil y Juvenil - ISSN 2545-6849-10 Marzo 2018

Literacia de Informação

Da Informação ao conhecimento com a biblioteca escolar

Hipermediaciones

Conversaciones sobre la comunicación digital interactiva

Amora negra

Página do escritor e contador de histórias Carlos Alberto Silva

A maioria das pessoas que caminhem atrás de mim serão crianças, por isso manterei os passos curtos." Hans Christian Andersen

BECRE-AEPM

Biblioteca Escolar / Centro de Recursos Educativos do Agrupamento de Porto de Mós

Pegada-de-papel

Blogue das Bibliotecas do Agrupamento de Escolas Martim de Freitas

Bibliotecas são Comunidades

As bibliotecas são Comunidades

Cinema Sem Conflitos

Prevenção e mediação de conflitos em contexto educativo

O Cão Leitor

Livros, Literacia e Literatura para crianças

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