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Apresentação1

A “Viagem Literária” da Porto Editora traz amanhã, dia 1 de agosto, dois grandes escritores internacionais a Castelo Branco: o angolano José Eduardo Agualusa e a espanhola Rosa Montero.

A entrada é gratuita e poderá assistir a uma conversa entre os dois escritores, moderada pelo jornalista João Paulo Sacadura.
A “Viagem Literária” tem espaços próprios de contacto com o grande público: no sítio da Porto Editora, no Facebook e no Instagram.

O fim duma viagem é apenas o começo doutra. É preciso recomeçar a viagem. Sempre.

José Saramago, “Viagem a Portugal”

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A poucos dias de fazer 18 anos – no próximo domingo, 12 de julho – Malala Yousafzai, publicou uma mensagem no seu blogue. Diz que, para o dia especial que se avizinha, não quer felicitações ou presentes. Quer ação.

Ativista pelo acesso de todas as raparigas ao ensino e à educação, Malala convida o mundo a juntar-se à sua festa, participando na campanha que acaba de lançar: #booksnotbullets.

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A ação que quer que faças é simples: só tens de tirar uma fotografia tua com o teu livro favorito na mão, publicá-la nas redes sociais com aquela ‘hashtag’ (em português significa, “livros não balas”) e com uma mensagem sobre por que devem os líderes mundiais escolher livros em vez de balas.

#BooksNotBullets

Fonte: jornalissimo

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É já nos próximos dias 4 e 5 de julho na Sertã e esta edição da Maratona de Leitura tem como objetivo reunir um grande número de pessoas que leiam ininterruptamente durante 24 horas.

Assista ainda aos momentos de leitura pelos escritores que irão estar presentes na Maratona de Leitura:

De 4 para 5 de julho:

10h00 – Francisco Moita Flores
17h00 – Mário Zambujal
22h30 – Valter Hugo Mãe (hora a confirmar)

Participe nos encontros com estes escritores e sessão de autógrafos:

15h00 – Encontro com o escritor Francisco Moita Flores, na Serra do Picoto Rainho.
18h30 – Encontro com o escritor Mário Zambujal e sessão de autógrafos, na Serra de S. Macário.
00h00 – Encontro com o escritor Valter Hugo Mãe e sessão de autógrafos, no Monte da Nossa Senhora da Confiança (hora a confirmar).

18 bibliomóveis de vários pontos do país vão igualmente percorrer cerca de 70 lugares do concelho da Sertã no dia 4 de julho, entre as 11h00 e as 18h00. Das 18h00 às 19h00 poderão ser visitados na Alameda da Carvalhal.

Todos os participantes recebem:
– Certificado de participação
– Marcador de livros Hans Christian Andersen
– Conto Hans Christian Andersen
– Oferta Plano Nacional de Leitura
– Pin “EU LI”
– 1 livro da Chiado Editora

Leia das 02h00 às 07h00 e habilite-se a:
– 1 Bilhete de cinema no Cine-teatro Tasso
– 1 livre trânsito nas Piscinas Municipais
– Sorteio de 1 noite para duas pessoas no Convento da Sertã Hotel
– Sorteio de 7 passeios à cidade do Porto (Livraria Lello, Passeio das 6 pontes no Rio Douro, visita guiada à Casa da Música)

Saiba mais na página da biblioteca municipal da Sertã e na página facebook do evento.

O Porto foi eleito no European Consumers Choice como o “Melhor Destino Europeu de 2014″, deixando para trás cidades como Paris, Londres, Roma, Barcelona ou Berlim.

Recorde de turistas e estudantes e com uma vida cultural e artística impressionante, uma gastronomia de topo e cheia de prémios e distinções, o Porto foi a cidade eleita pelos alunos, pais e encarregados de educação e professora bibliotecária do Clube de Leitur@s Afonso de Paiva como destino para o seu 1º passeio cultural, no passado dia 6 de junho. Na cidade que teima em respirar a ritmo próprio, sem pressas, há uma mobilidade de autocarros panorâmicos a bicicletas, de barcos a elétricos, múltipla de passeios e visitas guiadas aos mistérios e segredos da cidade e uma arquitetura de referência, de Serralves à Casa da Música, de Siza Vieira a Ginestal Machado, com um design inovador refletido em lojas, espaços, edifícios, galerias e umas frentes de rio e de mar ressuscitadas, repletas de eventos, com bairros de artes e de livros, concertos, espetáculos e mercados de artesanato urbano.

Foi nesta cidade que nasceu o Infante D. Henrique, o homem que deu novos mundos ao mundo, e foi nesta atmosfera mágica e cúmplice que o nosso Clube de Leitur@s passeou, respirou, apreciou e vivenciou experiências ricas e plenas de beleza, encanto, conhecimento e divertimento, embarcando à descoberta logo pela manhã no museu temático e parque interativo World of Discoveries. Neste espaço e com uma equipa de guias, que viajou propositadamente do século XVI, os alunos puderam reconstruir a fantástica odisseia dos navegadores portugueses, através das vinte grandes áreas temáticas permanentes, confirmando o papel protagonista de Portugal neste processo durante séculos a fio, quer na criação de novas rotas oceânicas e pondo gentes, animais e plantas em circulação por todo o mundo, quer cruzando oceanos à descoberta de um mundo desconhecido, numa visita marcada pelas histórias e leituras narradas pelo próprio Infante e por uma viagem a bordo de caravela pelos 5 continentes, num encontro de culturas e do alcance das ambições, ideias, esforços e inovações que os tornaram possíveis. No final e no restaurante “Mundo de Sabores”, alunos, pais e professora bibliotecária lançaram-se numa epopeia gastronómica, deliciando-se com as iguarias exóticas e os melhores sabores de Portugal, África, Índia, China, Japão e Brasil.

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Já depois de almoço e porque o tempo convidava, seguimos para uma visita ao Parque de Serralves, uma referência singular no património da paisagem em Portugal, num percurso combinado com a duração de 1h e orientado por uma guia. O Parque tem 18 hectares e é composto por uma grande diversidade de magníficos espaços harmoniosamente interligados: jardins formais, matas e uma quinta tradicional, tendo sido projetado pelo arquiteto Jacques Gréber nos anos 30 do século XX,. O passeio pelas “Árvores Notáveis e Esculturas” foi uma oportunidade privilegiada para estar em contacto com a natureza e apreciar a grande diversidade de um património arbóreo e arbustivo composto por sensivelmente 200 espécies e variedade de plantas autóctones e exóticas ornamentais, aproveitando ainda para conhecer as esculturas – expostas em permanência – que são obras da Coleção da Fundação de Serralves.

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Em virtude de um valor histórico e artístico ímpar e por ser reconhecida como uma das mais belas livrarias do mundo, não podíamos deixar de visitar a Livraria Lello & Irmão. Situada na Rua das Carmelitas, próxima da Torre dos Clérigos, na freguesia da Vitória da cidade do Porto, a Livraria Lello é um dos mais emblemáticos edifícios do neogótico portuense, destacando-se fortemente na paisagem urbana envolvente. Todo o espaço foi restaurado em 1995, o serviço foi atualizado e informatizado, tendo também sido criado um espaço de galeria de arte e de tertúlia que se tem afirmado como um importante polo cultural da cidade do Porto. As escadarias da Lello, muito apreciadas pelo nosso Clube de Leitur@s, são conhecidas por ser a inspiração das escadas de Hogwarts nos livros de Harry Potter, já que a autora, J.K. Rowling, chegou a morar no Porto. Para além desta escada vermelha deslumbrante iluminada por um vitral que ostenta o monograma e a divisa da livraria “Decus in Labore”, no interior desta livraria antiga vemos madeira talhada, colunas douradas e tetos ornamentados com os bustos esculpidos dos escritores Antero de Quental, Eça de Queirós, Camilo Castelo Branco, Teófilo Braga, Tomás Ribeiro e Guerra Junqueiro. A livraria centenária apresenta mais de 100 mil títulos diferentes em várias línguas, incluindo traduções para inglês de talentos portugueses como Fernando Pessoa e José Saramago, livros antigos, e uma grande variedade de publicações sobre o Porto.

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Uma aventura pelo Porto, um encontro de experiências, descobertas, boa disposição e alegria, que envolveu alunos, pais e professora bibliotecária do Clube de Leitur@s do Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva e que a todos deixou muita vontade de repetir!

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Obrigada, miúdos! Para o ano há mais aventuras!

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Fonte: lerebooks

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“As minhas férias”

As minhas férias foram em casa dos meus avós. Todos os anos as minhas férias são lá. A casa dos meus avós é grande mas parece um bocadinho pequena. Tem umas escadas e uma cave e muito mais quartos que a nossa casa, mas tudo parece um bocadinho mais baixo e apertado. Uma vez caí das escadas e não me magoei nem nada. Mas isso foi quando eu só tinha cinco anos. Nessa altura eu não sabia escrever nem nada porque ainda estava na infantil e agora até subo dois degraus de cada vez e as pessoas dizem que eu sou muito mexido. O meu avô até me disse que eu era um super-herói. Disse assim: ah, és tu, Filipe! Achei que era um super-herói que nos tinha entrado em casa. O meu avô gosta muito de super-heróis ou pelo menos é o que eu acho porque ele está sempre a falar-me deles. À mesa, quando os outros crescidos começam a ter conversas diferentes assim mais sérias e isso, o meu avô fica calado que nem um rato, que é como diz a minha avó, e depois só diz uma coisa ou outra quando lhe apetece ou quando se lembra de uma história divertida e então dá gargalhadas muito altas, mas não altas como quando às vezes ralham alto connosco e sim altas de fazer uma espécie de cócegas na nossa boca e termos de rir também e também alto como ele. As pessoas crescidas normalmente são diferentes. As pessoas crescidas normalmente não se riem ou riem-se de coisas que não têm graça nenhuma, pelo menos eu não acho, e às vezes param mesmo de rir a meio do riso como se uma gargalhada fosse uma coisa feia ou um palavrão muito mau. As pessoas crescidas não são nada como o meu avô. O meu avô é assim mais redondo e às vezes até parece que vai tropeçar e tudo. Mesmo quando está calado ou a dormir na poltrona castanha o meu avô não é nada sério e, como eu costumo dizer, isso é muito positivo. As pessoas crescidas normalmente não são nada positivas. As pessoas crescidas normalmente são muito levantadas e direitas e fazem lembrar árvores daquelas que estão sempre num conjunto de árvores e são muito iguais às outras todas, como os eucaliptos por exemplo. Um dia o meu pai foi comigo à mata que é como nós chamamos a uma floresta que há lá ao pé da casa dos meus avós, para aí a uns 2 km ou 3 km, e mostrou-me o que eram eucaliptos. Disse assim: estás a ver, Filipe? Isto aqui são eucaliptos. Eucaliptos. Mas nessa altura eu era muito pequenino e tinha mais ou menos quatro anos e por isso ainda não sabia dizer eucaliptos. Dizia de uma maneira diferente e engraçada mas agora já não me lembro. já passou muito tempo porque isto foi quando eu ainda era um bebé. Aos seis anos é a idade em que se fica mais crescido e eu já estou quase a fazer sete por isso vou rebentar a escala e claro já não sou um bebé.
Quando começam as férias vamos de carro para casa dos meus avós. E quando as férias acabam vimos para nossa casa também de carro, é só fazer o caminho todo ao contrário, mas por acaso às vezes parece mesmo que é outra estrada e que não foi por ali que viemos e nessas alturas eu penso para onde é que estamos a ir? Os meus avós são os pais da minha mãe. Os pais do meu pai morreram antes de eu nascer ou então quando eu era tão pequeno que não me lembro das caras deles. Um tio meu também morreu há pouco tempo e eu lembro-me muito bem da cara dele. A minha mãe disse-me que ele tinha subido para o céu porque era uma pessoa boa e então eu perguntei à minha mãe o que é que acontecia às pessoas que não eram tão boas e a minha mãe disse-me que também iam para o céu e depois eu ganhei coragem e perguntei-lhe e o que é que acontece às más? E a minha mãe disse que todas iam para o céu e eu aprendi isso. Deve ser bom estar no céu e passar por cima dos automóveis, principalmente quando está muito trânsito e as pessoas já estão chateadas de estar ali. A minha avó diz: não se diz chateadas, diz-se aborrecidas. Está bem, Filipe? Está bem, avó. A minha avó quer sempre que eu coma mais e às vezes ri-se de coisas que eu digo sem ser para rir e eu fico contente e depois volto a dizer essas coisas mas normalmente à segunda vez a minha avó já se ri com menos vontade. A minha avó diz que eu sou muito engraçado. Outras vezes diz que eu sou esperto mas não caço ratos. A minha avó não gosta nada de ratos mas está sempre a falar neles.

Jacinto Lucas Pires, Abre para cá, Livros Cotovia

O texto completo pode ser lido AQUI.

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