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AE Afonso de Paiva assinala Dia Internacional dos Direitos Humanos

A Maior Lição do Mundo | Turma 4AP

O Dia Internacional dos Direitos Humanos é celebrado anualmente a 10 de dezembro, data escolhida para honrar o dia – 10 de dezembro de 1948 – em que a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou a Declaração Universal dos Direitos do Homem. Esta declaração foi assinada por 58 estados e teve como objetivo promover a paz e a preservação da humanidade após os conflitos da 2ª Guerra Mundial que vitimaram milhões de pessoas. Este dia é um dos pontos altos na agenda das Nações Unidas, decorrendo várias iniciativas a nível mundial de promoção e defesa dos direitos do homem, sendo o dia igualmente marcado pela entrega do Prémio Nobel da Paz.

Numa atividade promovida pelas Bibliotecas Escolares, em colaboração com a Equipa de Cidadania e Desenvolvimento e com o departamento do pré-escolar, do Agrupamento de Escolas Afonso de Paiva, a celebração da data visou cerca de centena e meia de alunos das turmas de 7º ano e vinte e cinco alunos da turma 4AP de 3º ano, dando continuidade à aula “A Maior Lição do Mundo” da UNICEF, que acontece com esta turma desde 2017.2018. O objetivo primordial desta atividade, nas suas múltiplas ações, foi dar a conhecer e discutir os direitos humanos, homenagear o empenho e dedicação de todos os cidadãos defensores dos direitos humanos, destacando principalmente o papel dos jovens em dar vida e voz aos direitos humanos, alertando para todos os tipos de discriminação no mundo e procurando promover a justiça e igualdade entre todos os cidadãos. As Bibliotecas Escolares Afonso de Paiva assumem assim o compromisso de fomentar a cidadania (direitos humanos – domínio do 1º grupo) integrado no desenvolvimento de ações que promovam os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), as metas globais que podem mudar o mundo, da Agenda 2030 da ONU – Nações Unidas (erradicação da pobreza, fome zero, saúde e bem-estar, igualdade de género, educação de qualidade, redução das desigualdades, paz, justiça e instituições fortes, entre outros), promovendo uma cidadania global ativa e uma maior consciencialização do papel de cada um na construção de um mundo mais igual, mais seguro, mais saudável e mais sustentável.

Os alunos de 7º ano participaram em duas oficinas temáticas digitais no auditório, orientadas pelo coordenador interconcelhio das bibliotecas escolares, Pedro Gomes, onde após visionamento de um vídeo da Organização Unidos pelos Direitos Humanos: “A História dos Direitos Humanos” e discussão de ideias, que teve como mote “O que são e quais são os Direitos Humanos” realizaram um questionário em linha e vários jogos e construíram nuvens de palavras alusivas aos Direitos Humanos, escritas por cada aluno, com recurso a algumas aplicações digitais (mentimeter, kahoot, padlet, wordle), utilizando os smartphones.

Os alunos de 3º ano participaram na biblioteca na “Maior Lição do Mundo”, no tempo de aula de educação para a cidadania, numa sessão sobre a importância dos direitos na criança na concretização dos ODS, orientada pela professora bibliotecária, Carla Manuela Nunes, que se iniciou com a narração dramatizada em voz alta do texto “Os Direitos da Criança” por Matilde Rosa Araújo. Seguidamente visionaram o vídeo da UNICEF: “Direitos com a Rita e o João”, seguido de um Quiz on-line sobre os direitos da criança, com recurso à app Kahoot nos tablets. Foram ainda realizadas duas nuvens de palavras sobre o tema, com a aplicação wordart: uma no início e outra no fim para sistematizar conhecimentos adquiridos. No final foi distribuído um modelo de origami para os alunos construírem o seu “Quantos Queres?” dos Direitos da Criança.

A atividade contou ainda com três exposições alusivas, patentes na EB Afonso de Paiva. Uma exposição de trabalhos de todos os alunos do pré-escolar, envolvendo cerca de cento e vinte alunos dos quatro jardins-de-infância do agrupamento, com painéis subordinados ao tema “Direitos das Crianças”; Outra de “Banda Desenhada dos Direitos Humanos”, com painéis compostos por trabalhos realizados por alunos de todo o país, inserida no concurso promovido pela Rede de Bibliotecas Escolares, no âmbito das comemorações dos 70 anos (em 2018) da Declaração Universal dos Direitos Humanos e dos 40 anos da adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos Humanos; Uma última, “Portas com Direitos”, com a exposição de cartazes ilustrados com os 30 artigos da Declaração Universal de Direitos Humanos da AMNISTIA Internacional Portugal, um em cada porta de cada sala de aula da EB Afonso de Paiva.

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AS CRIANÇAS TÊM DIREITOS

A 20 de novembro de 1989, as Nações Unidas adotaram por unanimidade
a Convenção sobre os Direitos da Criança (CDC), documento que enuncia um amplo conjunto de direitos fundamentais – os direitos civis e políticos, e também os direitos económicos, sociais e culturais – de todas as crianças, bem como as respetivas disposições para que sejam aplicados.

Este tratado internacional é um importante instrumento legal devido ao seu carácter universal e tembém pelo facto de ter sido ratificado pela quase totalidade dos Estados do mundo (192). Apenas dois países, os Estados Unidos da América e a Somália, ainda não ratificaram a Convenção sobre os Direitos da Criança.

Portugal ratificou a Convenção em 21 de setembro de 1990.

A Convenção assenta em quatro pilares fundamentais que estão relacionados com todos os outros direitos das crianças:

• a não discriminação, que significa que todas as crianças têm o direito de desenvolver todo o seu potencial – todas as crianças, em todas as circunstâncias, em qualquer momento, em qualquer parte do mundo.

• o interesse superior da criança deve ser uma consideração prioritária em todas as acções e decisões que lhe digam respeito.

• a sobrevivência e desenvolvimento sublinha a importância vital da garantia de acesso a serviços básicos e à igualdade de oportunidades para que as crianças possam desenvolver-se plenamente.

• a opinião da criança que significa que a voz das crianças deve ser ouvida e tida em conta em todos os assuntos que se relacionem com os seus direitos.

A Convenção contém 54 artigos, que podem ser divididos em quatro categorias de direitos:

• os direitos à sobrevivência (ex. o direito a cuidados adequados)
• os direitos relativos ao desenvolvimento 
(ex. o direito à educação)
• os direitos relativos à proteção 
(ex. o direito de ser protegida contra a exploração)
• os direitos de participação
 (ex. o direito de exprimir a sua própria opinião)

Para melhor realizar os objectivos da CDC, a Assembleia Geral da ONU adotou a 25 de maio de 2000 dois Protocolos Facultativos:

 Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo à venda de crianças,
prostituição e pornografia infantis
 (ratificado por Portugal a 16 de maio de 2003);

 Protocolo Facultativo à Convenção sobre os Direitos da Criança relativo ao envolvimento de crianças
em conflitos armados
 
(ratificado por Portugal a 19 de agosto de 2003);

 

 

Fonte: unicef

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A série Unfairy Tales (“Contos que não são de fadas”, em tradução livre), parte da iniciativa #ActOfHumanity, “explica o horror por detrás da fuga”, refere a organização mundial de defesa dos direitos das crianças em comunicado.

Unfairy Tales é parte de uma iniciativa, #ActOfHumanity (gestos de humanidade), que põe a tónica no
facto de as crianças serem crianças independentemente da sua origem, e que cada criança tem
direitos e merece uma oportunidade justa na vida. Eduardo Marques e Rafael Rizuto foram os responsáveis por transformar três experiências reais em três contos que não são de fadas. Os diretores criativos da campanha explicam que o maior desafio dos filmes foi “trazer um lado infantil e doce a estas histórias”. Ao trabalharem no projeto na Califórnia, oferecendo o seu trabalho pro bono, o seu objetivo é contribuir para que a sociedade se envolva na causa dos acolhimento dos refugiados. Com esta iniciativa, pretendem ainda mostrar atos de humanidade e, com eles, inspirar mais gente a ser solidária e marcar a diferença. Pelo menos 65 milhões de crianças e jovens estão atualmente em trânsito, a fugir de conflitos nos seus países, pobreza e condições climáticas extremas.

 

A UNICEF lançou três filmes de animação baseados em histórias reais de crianças em fuga da guerra “para ajudar a enquadrar as perceções positivas em relação a dezenas de milhões” de meninos e meninas na mesma situação. Uma das histórias – “Ivine e Almofada” – reproduz a história de uma criança de 14 anos, Ivine, e da sua almofada. Depois de uma viagem perigosa a partir da Síria, Ivine vai para um campo de refugiados na Alemanha onde a esperam novos desafios. “Malak e o Barco”, conta a viagem de uma rapariguinha num barco que deixa entrar a água. O terceiro filme reproduz a história de “Mustafa“, que depois de ter sido forçado a fugir de sua casa, se questiona sobre quem serão os amigos que lhe restam agora. As histórias foram animadas num estilo de conto de fadas e terão ainda ebooks animados a acompanhar.

 

Unfairy Tales: The story of Ivine and Pillow | UNICEF

Unfairy Tales: Malak and the boat | UNICEF

Unfairy Tales: Mustafa goes for a walk | UNICEF

A iniciativa não quer ficar por aqui e a UNICEF pretende produzir mais contos e conta com a ajuda de todos para conhecer “atos de humanidade” que os inspirem. Para participar, é só usar a hashtag #ActOfHumanity e partilhar histórias.

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A UNICEF tem em marcha uma campanha de defesa do direito de cada criança a brincar, como componente fundamental do seu desenvolvimento. Chama-se Right to play e este é um dos seus videos.

 

 

Fonte: criacria

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