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Posts Tagged ‘projeto saber ler+’

Foi o que quisemos contar na biblioteca escolar Afonso de Paiva aos alunos da turma 3 do 6º ano, inserido na disciplina de Oferta Complementar com a diretora de turma, contando com a presença de meninos especiais do 1º, 2º e 3ºciclos, em vésperas de tão importante efeméride. A partir da “História de uma flor” de Matilde Rosa Araújo, adaptada em SPC (Símbolos Pictográficos para a Comunicação) e narrada em LGP (Língua Gestual Portuguesa) pela equipa EREBAS (Escola de Referência de Educação Bilingue de Alunos Surdos) da educação especial do agrupamento, lida ainda em voz alta pela professora bibliotecária, exploraram-se os valores de Abril, seguindo-se um infominuto explicativo, em registo vídeo, como forma de sistematização de conteúdos e ainda o visionamento de um programa de rádio, datado de 24 de abril de 1974, onde pudemos ver e ouvir o locutor da rádio Renascença responsável por uma das senhas que despoletou esta revolução.

No final houve ainda lugar a um jogo da glória interativo (em linha) sobre o tema, ao que se seguiu uma atenta observação e análise das duas exposições patentes no 1º andar da escola sede, alusivas à temática: “Mãos de Abril”, realizada pelos alunos do 6º 3 e da unidade EREBAS e uma exposição fotográfica realizada com imagens do livro “Um fotógrafo em Abril” do fotojornalista Sebastião Salgado, ambas organizadas pelas bibliotecas escolares e equipa EREBAS.

Esta foi mais uma atividade de mediação leitora realizada no âmbito do projeto “Saber Ler+: Práticas Inclusivas de Leitura”, um projeto desenvolvido de forma articulada e colaborativa entre as bibliotecas escolares e o departamento de educação especial do agrupamento Afonso de Paiva, que conta já com 4 anos, tendo como principal objetivo a criação de bibliotecas inclusivas, capazes de proporcionar oportunidades de leitura para todos, com a inovação de práticas de trabalho, assim como o enriquecimento dos currículos, o que contribuirá, acreditamos, para o desenvolvimento das competências de leitura e do relacionamento e interação social dos alunos. No final, todos souberam responder à questão: 25 de Abril, mas afinal o que foi que aconteceu nessa data? Aqui ficam as respostas:

Em 1974 nós ainda não éramos nascidos nem a grande parte dos adultos mais novos. Mas o 25 de Abril foi uma das datas mais importante para nós, porque nos permitiu ter Liberdade. A certa altura, os militares criaram o MFA (Movimento das Forças Armadas) e no dia 24 de abril de 1974 tentam derrubar o Governo. Às 5 para as 11 da noite, passa na rádio a canção “E Depois do Adeus”, de Paulo de Carvalho, a primeira senha para o início das operações do MFA e à meia-noite e vinte é passada na rádio a segunda senha “Grândola Vila Morena”, de Zeca Afonso. Uma coluna militar de tanques, comandada pelo Capitão Salgueiro Maia saía da Escola Prática de Cavalaria, de Santarém, em direção a Lisboa, onde tomaria posição junto aos ministérios no Terreiro do Paço, cercando depois o Quartel do Carmo onde se tinha refugiado o então chefe do Governo, Marcelo Caetano. Durante o dia, os populares juntaram-se aos militares e, conta-se, que a certa altura uma vendedora de flores começou a distribuir cravos e os soldados e a população enfiavam-nos nos canos das espingardas e os populares colocavam-nos ao peito. Por isso se chama ao 25 de Abril a Revolução dos Cravos.

 

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A Biblioteca Escolar e o Departamento de Educação Especial do Agrupamento de Escolas (AE) Afonso de Paiva, procurando sensibilizar para uma melhor aceitação e adaptação da sociedade à pessoa com deficiência, comemorou no passado dia 3 de dezembro, o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. A efeméride foi assinalada em duas fases: numa primeira abordagem, através da visualização do filme de animação “Cuerdas”, escrito e dirigido por Pedro Solís García (vencedor do Prémio Goya de melhor curta metragem de animação em 2014) nas páginas web e átrio da Escola Básica Afonso de Paiva.

A segunda abordagem, e num registo comemorativo mais formal, decorreu no dia 6 de dezembro, no auditório do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) de Castelo Branco, tendo sido iniciada com a apresentação do projeto “Saber Ler+: Práticas Inclusivas de Leitura” do AE Afonso de Paiva e terminou com a interpretação da canção “O Som das Cores”, a partir do livro de Paula Teixeira, com os alunos do primeiro ciclo da Escola Básica S. Tiago. A comemoração contou ainda com outras atividades dinamizadas também pelos restantes agrupamentos de escolas e pelo CRTIC do concelho de Castelo Branco, contando ainda com a colaboração da ERID e da APPACDM de Castelo Branco e com o apoio do Instituto Português do Desporto e Juventude e da Câmara Municipal de Castelo Branco.

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As atividades decorreram de forma muito satisfatória e de acordo com as expetativas, traduzindo-se numa experiência bastante profícua, plena de contributos enriquecedores na construção de uma sociedade cada vez mais inclusiva, lembrando a todos que “o que nos faz especiais são as nossas diferenças.”

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No âmbito do projeto “Saber Ler+: Práticas Inclusivas de Leitura” coordenado pela biblioteca escolar e pelo departamento de educação especial do AE Afonso de Paiva realizou-se mais uma sessão de mediação de leitura na biblioteca escolar, desta vez com os meninos do 3º ano, da turma 4AP.

 

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Truz, truz! Batem à porta. O lobo vai abrir. É uma ovelhinha…

 

Esta foi a fórmula de abertura da sessão de leitura orientada pela professora bibliotecáriaCarla Nunes que contou o ternurento conto “A ovelhinha que veio para jantar”, de Steve Smallman, com ilustrações de JoelleDreidemy, acompanhado com a tradução para LGP pela intérprete de língua gestual, Isabel Cavadas, seguindo-se um jogo interativo de compreensão e interpretação. Esta história imprevisível de ternura e amizade faz parte do Plano Nacional de Leitura e contém ensinamentos inestimáveis sobre o valor dos afetos e a espontaneidade com a qual eles nos apanham desprevenidos. Com base nas ilustrações do livro e na narrativa, um tapete em tecido e outros adereços serviram de apoio à história contada. O ambiente criado, para além de propício à interação afetiva entre crianças e adultos, pretendeu ser de incentivo à leitura, com a preocupação de incluir no cenário o livro que depois foi utilizado no decorrer da sessão.

 

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Muitos foram os sentimentos, as emoções e os afetos exploradas através deste conto, onde a ovelhinha, para grande surpresa de todos, incluindo do lobo,se vai transformar numa grande amiga e não num petisco! A professora de educação especial Manuela Afonso preparou ainda um portefólio de atividades recheadas com muita animação, sentimentos e emoção que complementaram esta sessão, à qual a professora Carla Rodrigues deu continuidade na sala de aula, explorando e trabalhando conteúdos articulados com língua portuguesa, estudo do meio e matemática. E para descobrirem como acaba a história, nada melhor do que irem à biblioteca procurar o livro e lerem até ao fim!

 

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Porque na Biblioteca Escolar Ler e Estudar é o que está a Dar!

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