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Posts Tagged ‘1ºciclo’

As ilustrações estimulam a imaginação da criança, permitindo que ela mesma descubra e verbalize novas leituras, oralizando as muitas possibilidades que as ilustrações permitem. O contacto com o universo da ilustração é sobretudo experiência de olhar e ver de forma diferente, conforme a sua perceção do mundo. A imagem antecipa sentidos revelados pela palavra e, paralelamente, mostra sentidos, tratando de aspetos não explicitados pela escrita, por vezes, confirmando apenas as palavras, por outras, orientando a leitura. É inevitável pensar na ilustração como uma ferramenta capaz de promover aprendizagens significativas, possibilitando à criança o acesso à leitura antes mesmo do domínio da linguagem escrita.

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A biblioteca escolar Afonso de Paiva foi o espaço, a semana da leitura o pretexto e os alunos de 4º ano da turma 2AP da escola básica Afonso de Paiva os protagonistas e esses leram, sonharam e brincaram com o poder mágico das palavras e dos belíssimos desenhos de Danuta Wojciechowska, ilustradora canadiana que vive e trabalha em Portugal, da história de Maria Poeirinha que adoeceu e o Tio Jaime Litorânio disse que só o mar, que ela nunca tinha visto a poderia curar. Foi a partir de um painel de magníficas ilustrações, por entre formas e palavras, que os alunos apresentaram à turma 3 do 5º ano, numa sessão de leitura saltitante entre o universo da visualidade e o universo da verbalização, uma recriação do belíssimo texto “O beijo da palavrinha” de António Emílio Leite de Couto, mais conhecido pelo seu outro eu, Mia Couto, um dos maiores autores da língua portuguesa de todos os tempos. Foi mais uma sessão de leitura quente, onde se misturaram as cores de África com os azuis do mar e do rio e os cheiros e os sons desse mundo pobre, mas que trouxe e deixou as palavras no coração de todos os que estiveram na nossa biblioteca.

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Ouvir histórias é o início da aprendizagem para se ser um bom leitor, sendo este um caminho absolutamente infinito de descobertas e de compreensão do mundo. Os contos de fadas e outras histórias do universo infantojuvenil conseguem deixar fluir o imaginário e levar a criança a ter curiosidade, que imediatamente é respondida no discorrer da sua leitura. É uma possibilidade de descobrir o mundo gigantesco de conflitos, de dificuldades, de soluções que todos encaram, de um modo ou de outro, através dos problemas que vão sendo encarados ou não, resolvidos ou não, pelas personagens de uma história.

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As histórias ouvidas e lidas na infância constituem, de algum modo, o primeiro sistema de valores oferecidos a cada um e contribuem para aquilo em que nos tornamos. A leitura de histórias na infância revela-se importante na formação das crianças que, através delas, podem assim formar-se e informar-se sobre a vida e os ambientes que as cercam. O professor bibliotecário tem, portanto, o papel de promover a leitura e ajudar os alunos a colherem os valores, as emoções e os ensinamentos que as histórias transmitem, aplicando-os à sua vida e às suas vivências, através do contacto com os livros e com a literatura de tradição oral.

Assim, a biblioteca escolar Afonso de Paiva promoveu, durante a semana da leitura, um conjunto de sessões de animação de leitura no 1º ciclo – “A Arca dos Contos” – integrado num projeto de animação/promoção da leitura diversificado, sistemático, articulado e consistente, fomentando o gosto e a criação de hábitos regulares de leitura, de modo a conduzir ao desenvolvimento da linguagem e da personalidade dos alunos e a criar, efetivamente, o hábito de ler, tornando o aluno num leitor ativo e reflexivo.

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Os pequenos leitores das turmas de 2º ano das escolas de S. Tiago e Afonso de Paiva puderam ler, ver e ouvir várias histórias (“Se eu fosse muito magrinho” e “Se eu fosse muito alto”, de António Mota; “Histórias em verso para meninos perversos”, de Roald Dahl; “Contos de Andersen”, de Hans Christian Andersen, foram algumas das histórias), com recurso a diferentes formas literárias, nomeadamente: contos, fábulas e poesia, com o objetivo de facultar às crianças momentos em que a fantasia se mistura com o real, trabalhando simultaneamente os diferentes tipos de texto e promovendo mais uns momentos lúdicos e prazerosos à volta dos livros e do ato de ler.

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O Programa de Generalização do Ensino de Inglês no 1º Ciclo do Ensino Básico (ME; 2005) é um documento que explicita a forma como o ensino do Inglês deve ser ministrado no 1º ciclo. Segundo estas orientações programáticas, o contacto com a nova língua e cultura visa criar uma atitude positiva no aluno perante as línguas estrangeiras (LE).
O Inglês tem um caráter extracurricular e, por conseguinte, não obedece às formalidades dos outros ciclos. Não tem um caráter obrigatório e a avaliação é formativa, logo o Inglês é lecionado com base em atividades lúdicas, como jogos, histórias, canções e rimas como forma de estimular o interesse da criança pela aprendizagem da língua. Contudo, é de salientar que para além dos conteúdos, importa realmente a forma como estes se cruzam com as outras disciplinas numa interdisciplinaridade que visa o crescimento da criança de uma forma global. O professor orienta os temas para os interesses dos alunos por forma a motivá-los, “apelar às suas emoções, estimular o seu desenvolvimento ativo, a sua imaginação e a sua criatividade”. (ME, 2005:7)

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No 4º ano, a escrita e a leitura começam a ser mais relevantes. Os temas são escolhidos tendo em conta os interesses da criança e vão-se alargando para outros à medida que criança cresce e a sua visão do mundo se torna mais alargada. Ao professor é dada a liberdade de os trabalhar da forma que achar mais pertinente, tendo sempre em conta os interesses das crianças, os seus ritmos de aprendizagem e o seu desenvolvimento pleno.

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O professor conta assim com um vasto manancial de recursos e estratégias para o ensino da língua que vão desde histórias e jogos a dramatizações, expressão plástica e canções e rimas – Chants. Para além das possibilidades didáticas que os Chants apresentam, na medida em que se explora a letra da canção ou Chant em todas as dimensões: gramatical, sintática, discursiva e cultural, não podemos esquecer também a satisfação com que os alunos recebem uma aula com este recurso, uma vez que a sua predisposição, o seu empenho e participação ganham outra dimensão. As canções e as rimas são divertidas, despertam o interesse das crianças e ajudam a desenvolver uma atitude positiva perante a língua. São também uma excelente forma de mudar o ritmo da aula e/ou juntar o grupo/turma.

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Os Chants dão oportunidade a todas as crianças, independentemente do seu nível de desempenho, de participar e de se sentirem confiantes em relação ao Inglês. Paralelamente, são um bom recurso linguístico na medida em que permitem a apresentação, o reforço, a revisão de vocabulário e de estruturas gramaticais, proporcionam uma repetição natural e permitem a prática de aspetos relacionados com a pronúncia, tais como, o ritmo e a entoação. (ME, 1995:25)

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E foi com uma animada disposição que as turmas de 4º ano da escola básica Afonso de Paiva com a sua professora de Inglês se apresentaram, no âmbito da semana da leitura, aos seus colegas e amigos das turmas de 2º ano das escolas Afonso de Paiva e S. Tiago (que para o ano vão iniciar o Inglês como disciplina obrigatória). Todos ficaram visivelmente entusiasmados com o conjunto de quatro Chants, coreografados e muito animados!

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A maioria das pessoas que caminhem atrás de mim serão crianças, por isso manterei os passos curtos." Hans Christian Andersen

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