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Archive for the ‘Lendas’ Category

Bestiario.30.10.2017

Este ano, as bibliotecas escolares do agrupamento de escolas Afonso de Paiva decidiram juntar aos vampiros, aos zombies e às bruxas, piratas e uns “monstrinhos” das lendas do Algarve a Trás-os-Montes: Aventesmas, Moiras Encantadas, Maruxinhos, Olharapos, Ganchas e Trasgos, relembrando as invenções de uma infância passada, mas ainda muito presente no imaginário popular coletivo. A falta de contacto com estas personagens e a necessidade de preservar as antigas histórias portuguesas de monstros, bruxas, anões, gigantes e almas penadas, incentivaram o professor e escritor a não deixar que se percam estas memórias, criando esta novidade editorial: o Bestiário Tradicional Português. E como os mais novos podem já não conhecer o “bicho papão”, a “coca” ou o “homem do saco” contam agora com a ajuda do Bestiário para “cristalizar estas criaturas”, como pretende o autor, Nuno Matos Valente, que recolheu cerca de 40 seres que povoam o território português, produzindo a mais completa pesquisa de criaturas míticas tradicionais portuguesas, ilustradas pela Natacha Costa Pereira.

Cerca de 250 alunos das turmas de 3º, 4º e 5º ano das EB Afonso de Paiva, Mina e S. Tiago e seus professores tiveram assim oportunidade de ver e ouvir tudo o que o escritor nos contou no dia 30 de outubro, neste encontro de autor que encerra o mês internacional das bibliotecas escolares. Muitas foram as partilhas sobre este bestiário ilustrado, com informações detalhadas sobre os hábitos e características de cada criatura genuinamente portuguesa, com referências nas obras de Leite de Vasconcelos, Consiglieri Pedroso, Alexandre Herculano, Júlio Dinis, Teófilo Braga, entre outros, mas também fruto de contacto direto com pessoas que conhecem histórias e lendas, mostrando assim aos miúdos e graúdos que para quem quer brincar aos sustos, com monstros e criaturas do além, coisas que devem deter um lugar fundamental no crescimento da criança, há histórias e criaturas bem portuguesas e “que têm mais a ver com a nossa tradição”.

Aqui ficam registos fotográficos de alguns momentos:

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Certo dia de novembro, muito frio e chuvoso, estando em França ao serviço do Imperador, ia Martinho no seu cavalo a caminho da cidade de Amiens quando, de repente, começou uma terrível tempestade. A certa altura surgiu à beira da estrada um pobre homem a pedir esmola…

 
Este é o início da conhecida Lenda de S. Martinho ou da história de Martinho de Tours, um filho de um comandante romano que cresceu na região de Pavia, em Itália, no seio de uma família pagã. Criado para seguir a carreira militar, foi convocado para o exército romano quando tinha quinze anos, viajando por todo o Império Romano do Ocidente.

 

 

E foi tudo isto e muito mais que Martinho contou aos cerca de centena e meia de alunos do 1º ciclo e seus professores, durante o dia 11 de novembro, dia dedicado a este célebre soldado romano que teve tempo para ir vir até à Biblioteca Escolar de S. Tiago e a todos encantar com as suas aventuras e peripécias. Na sessão de mediação de leitura, repleta de histórias e muita animação, as crianças foram ainda brindadas com uma canção com as primeiras castanhas do ano, que foram depois assadas e muito bem degustadas por todos no tradicional Magusto na Escola de S. Tiago, numa celebração deste Dia de S. Martinho.

 

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Zig Zag  é um espaço televisivo da RTP2 criado para os mais pequenos, mas também para os adultos. Com muitas atividades divertidas, jogos em linha, vídeos e agora com um espaço de histórias e invenções, biografias e Mitos e Lendas para conheceres e partilhares com os teus amigos!

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Diverte-te e aprende!

 

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A história de S. Martinho

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São Martinho, ou Martinho de Tours, nasceu em cerca de 316 na antiga cidade de Savaria na Panónia, uma antiga província na fronteira do Império Romano, na atual Hungria. O seu nome foi-lhe dado em homenagem a Marte, o Deus da Guerra e protetor dos soldados. Filho de um comandante romano, cresceu na região de Pavia, em Itália, no seio de uma família pagã. Criado para seguir a carreira militar, foi convocado para o exército romano quando tinha quinze anos, viajando por todo o Império Romano do Ocidente.

Apesar de ter recebido uma educação pagã, foi em adolescente que Martinho descobriu o Cristianismo. Mas foi só mais tarde, em 356, depois de ter abandonado o exército que foi batizado. Tornou-se discípulo de Santo Hilário, bispo de Poitiers (na zona oeste da atual França), que o ordenou diácono e presbítero, regressando de seguida a Panónia, onde converteu a mãe. Mudou-se depois para Milão, de onde terá sido expulso juntamente com Santo Hilário. Isolado, terá passado algum tempo na ilha da Galinária, ao largo da costa italiana.

De volta à Gália, foi perto de Poitiers que fundou o mais antigo mosteiro conhecido na Europa, na região de Ligugé. Conhecido pelos seus milagres, o santo atraía multidões. Foi ordenado bispo de Tours em 371 e fundou o mosteiro de Marmoutier, na margem do rio Loire, onde vivia na reclusão. Pregador incansável, foi também o fundador das primeiras igrejas rurais na região da Gália, onde atendia tanto ricos como pobres.

Certo dia de novembro, muito frio e chuvoso, estando em França ao serviço do Imperador, ia Martinho no seu cavalo a caminho da cidade de Amiens quando, de repente, começou uma terrível tempestade. A certa altura surgiu à beira da estrada um pobre homem a pedir esmola.

Como nada tivesse, Martinho, sem hesitar, pegou na espada e cortou a sua capa de soldado ao meio, dando uma das metades ao pobre para que este se protegesse do frio. Nessa altura a chuva parou e o Sol começou a brilhar, ficando, inexplicavelmente, um tempo quase de Verão.

Daí que esperamos, todos os anos, o Verão de S. Martinho. E a verdade é que S. Martinho raramente nos dececiona. Em sua homenagem, comemoramos o dia 11 novembro com as primeiras castanhas do ano, acompanhadas de vinho novo. É o Magusto, que faz parte das tradições do nosso país.

Martinho de Tours morreu a 8 de novembro de 397 em Candes e foi sepultado a 11 de novembro em Tours, local de intensa peregrinação desde o século V.

E porque o Dia de S. Martinho é para ser celebrado por todos, aqui fica a lenda em SPC para os nossos alunos especiais:

E porque hoje é dia de Magusto, clica AQUI para umas Canções com Castanhas!

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ListaAlunosApuradosFaseDistrital_CIL2014

 

Parabéns a todos os participantes e felicitações especiais aos apurados!

Brevemente, teremos informações sobre a(s) obra(s) a ler para a segunda fase!;)

Até lá, boas leituras! ;)

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Estes são os dias de São Martinho. A tarde de sol bem agradável de hoje e o dia que se adivinha para amanhã, após as chuvadas e temporais que vieram atrás, mostram bem como a Natureza ainda respeita o velho mito.

Um mito muito bem explicado na lenda, que se conta de muitas maneiras. Vá-se lá saber qual a verdadeira…!

Aqui vai a versão que era narrada outrora em Sabrosa, às crianças, certamente para “prendê-las” à catequese e aos catecismos.

Martinho

A Lenda de São Martinho

Martinho, em novo, era um soldado romano, e nem sequer era cristão. Andava nas batalhas e lutava como os outros. Conta-se que, numa ocasião, ia com os seus companheiros a atravessar uma terra muito fria, com a chuva, a neve e o vento a bater-lhes na cara. Até os cavalos tremiam com o frio. Quando nisto, à passagem dos soldados, apareceu à beira do caminho um mendigo todo atrecido, que mal se aguentava vivo. Todos passaram e não ligaram. Martinho é que não. Deixou seguir os companheiros e ficou para trás para ajudá-lo. Cortou metade da sua capa e deu-lha.
– Ó pobrezinho, tome metade da minha capa, pois precisa mais dela do que eu! – disse-lhe Martinho, agasalhando-o.
Depois seguiu no cavalo atrás dos companheiros, que se riram da sua atitude, ao vê-lo só com uma parte da capa quando precisava tanto dela. Nesse instante deu-se o milagre. O temporal de frio e chuva acabou, e o sol despontou quente e agradável. Martinho voltou atrás para falar ao mendigo, mas tinha desaparecido. Diz o povo que o mendigo era Nosso Senhor. Perante tal milagre, Martinho converteu-se ao cristianismo, mais tarde tornou-se bispo e, quando morreu, ficou santo. E todos os anos, aos dias quentes que costumam vir nesta altura, o povo passou a chamar “Verão de São Martinho”.

 

Fonte: PARAFITA, A. – Diário de Trás-os-Montes [www.diariodetrasosmontes.com], (11-11-2012)

Aqui podes ver e ouvir uma outra versão da lenda de S. Martinho em sombras chinesas:

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A maioria das pessoas que caminhem atrás de mim serão crianças, por isso manterei os passos curtos." Hans Christian Andersen

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