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Archive for the ‘História Universal’ Category

O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto (27.janeiro) foi o pretexto para mais um encontro de autor promovido pelas Bibliotecas Escolares do AE Afonso de Paiva, em parceria com a Editora Asa, no passado dia 29 de janeiro, que marcou o início das atividades decorridas ao longo da semana, numa singela homenagem #paranãomaisesquecer.

À conversa com João Pinto Coelho, arquiteto, professor e o mais recente escritor português distinguido com o maior galardão literário do país, o prémio Leya 2017, atribuído ao seu romance “Os loucos da rua Mazur”, estiveram cerca de uma centena de alunos e uma dezena de professores do AE Afonso de Paiva, numa oportunidade de regressar ao cenário da Segunda Guerra Mundial pelas palavras do escritor que, fruto de talento e décadas de leituras e estudo sobre o Holocausto e investigações recentes, resultantes de duas ações do Conselho da Europa que integrou, nos levou às entranhas de Oświęcim (Auschwitz), a cidade polaca que já foi um lugar feliz, reescrita a cinzas pelos nazis na memória da Humanidade.

 

 

João Pinto Coelho registou que “mais do que respostas, o Holocausto devolve, cada vez mais, perguntas” e que por isso, não se cansa de semear dúvidas e inquietações entre mentes jovens quando vai às escolas falar do tema: “Aprendemos pouco com a História”, assinala, “Continuamos certos da nossa bondade e incapacidade de fazer coisas terríveis”, desafiando todos os presentes os presentes para olhar o Mal onde nunca o vemos: dentro de nós. O escritor captou totalmente a atenção de toda a plateia, quer pelo tema, quer pela (re)construção da tragédia, assim como os tempos paralelos que nos apresenta nos seus dois romances: “Perguntem a Sarah Gross” e “Os loucos da Rua Mazur”, um livro que nos dá a conhecer um lado diferente da Segunda Guerra Mundial, um livro sobre “a universalidade do mal e não sobre a sua banalidade”, como refere João Pinto Coelho.

As Bibliotecas Escolares Afonso de Paiva para além de estimularem a criação literária e o gosto pela leitura, estreitando laços entre os livros e os leitores, pretendem sempre ajudar e apoiar alunos e professores a entender melhor a importância da palavra e da literatura, bem como as transformações que hoje definem o mundo à nossa volta, com a promoção destes encontros e conversas com autores, na promoção de um trabalho de leitura empenhada, envolvida, que devolve a competência de ler nas crianças e jovens.

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Ano Novo

O Dia de Ano Novo é celebrado a 1 de janeiro. Este dia marca o início de um novo ano e corresponde a uma data festiva a nível mundial.

A primeira comemoração, chamada de “Festival de ano-novo” ocorreu na Mesopotâmia por volta de 2.000 a. C. Na Babilónia, a festa começava na ocasião da lua nova indicando o equinócio da primavera, ou seja, um dos momentos em que o Sol se aproxima da linha do Equador onde os dias e noites têm a mesma duração.

Os romanos foram os primeiros a estabelecerem um dia no calendário para a comemoração desta festa (753 a.C. – 476 d.C.) O ano começava no 1º dia de março, mas foi trocado em 153 a. C. para o 1º dia de janeiro e mantido no calendário juliano, adotado em 46 a. C. Em 1582 a Igreja consolidou a comemoração, quando adotou o calendário gregoriano.

As comemorações de Ano Novo variam de cultura para cultura. Apesar de muitas serem em diferentes datas, a entrada no novo ano é universalmente festejada.

 

 

 

Aqui ficam algumas tradições de Ano Novo no Mundo:
Itália: O ano novo é a mais pagã das festas, sendo recebido com fogo de artifício. Em várias partes do país, dois pratos são considerados essenciais: O pé de porco e as lentilhas. Os italianos reúnem-se na Piazza Navona, Fontana di Trevi, Trinitá dei Monit e Piazza del Popolo.

Estados Unidos: A mais famosa passagem de Ano Novo nos EUA é em Nova Iorque, na Times Square, onde o povo se encontra para celebrar. Durante a contagem regressiva, uma grande maçã vai descendo no meio da praça e explode exatamente à meia-noite, deixando cair bombons e papelinhos por todo o lado.

Austrália: Em Sydney, três horas antes da meia-noite, há uma queima de fogos na frente da Opera House e da Golden Bridge, o principal cartão postal da cidade. Para assistir ao espetáculo, os australianos juntam-se no porto.

França: O principal ponto é a avenida Champs-Elysées, em Paris, próxima do Arco do Triunfo. Os franceses assistem à queima de fogos e vão ver a saída do Paris-DaKar que é marcada para a meia-noite.

Brasil: No Rio de Janeiro, na praia de Copacabana, a passagem do Ano Novo reúne milhares de pessoas para verem os fogos de artifício. Vestem-se de branco e deitam flores no mar para “Yemanjá”, rainha do mar para os brasileiros.

Inglaterra: Grande parte dos londrinos passa a meia-noite em suas casas, com a família e amigos. Outros vão à Trafalgar Square, umas das praças mais belas da cidade, em frente à National Gallery, para verem o fogo de artifício.

Alemanha: As pessoas reúnem-se no Portal de Brandemburgo, no centro, perto de onde outrora se erguia o Muro de Berlim. Tradicionalmente, não há fogo de artificio.

 

passagem_ano_portugal2012

Tradições Portuguesas:

Uma das nossas tradições é ir para as janelas de casa bater nas panelas para festejar a chegada do novo ano. Nos dias 25 de dezembro e 1 de janeiro, é costume comer uma mistura feita com as sobras das ceias, que são levadas ao forno. O ingrediente principal da chamada “Roupa Velha” é o bacalhau cozido, com ovos, cebola e batatas, regados a azeite.

Para as superstições, comer 12 passas durante as 12 badaladas na passagem do ano traz muita sorte, assim como subir para uma cadeira com uma nota (dinheiro) numa das mãos. Em várias zonas do litoral, há pessoas que mesmo no frio do inverno entram na água do mar, saudando o Ano Novo com um banho de mar.

Em Lisboa, há vários fogos de artifício pela cidade, mas é no Terreiro do Paço que a passagem de ano é celebrada com concertos musicais gratuitos durante a noite. No Porto a festa mais célebre é a que tem lugar na Avenida dos Aliados, ao longo da qual as pessoas se espalham, com os olhos fixos no relógio da Câmara Municipal do Porto e no fogo de artifício. Na Ilha da Madeira, o município de Funchal é o cenário da exibição pirotécnica mais famosa do Planeta, a qual consta inclusive no Guinness.

 

 

Curiosidades:

Em Macau, e para todos os chineses do mundo, o maior festival do ano é o Novo Ano Chinês. Ele é comemorado entre 15 de janeiro e 15 de fevereiro de acordo com a primeira lua nova depois do início do inverno. É habitual limpar as casas e fazer muita comida (Bolinhos Chineses de Ano Novo – Yau Gwok, símbolo de prosperidade). Há muitos fogos de artifício e as ruas ficam cobertas de pequenos pedaços de papel vermelho.

Os muçulmanos têm seu próprio calendário que se chama “Hégira”, que começou no ano 632 d.C. do nosso calendário. A passagem do Ano Novo também tem uma data diferente – 6 de junho, que assinala a peregrinação de despedida a Meca do mensageiro Mohammad.

As comemorações do Ano Novo judaico, chamado “Rosh Hashanah” são uma festa móvel no mês de setembro. As festividades são para a chegada do ano e são a oportunidade para as tradicionais receitas judaicas: o “Chalah”, uma espécie de pão e pratos de peixe. O primeiro dia do ano é dedicado à confraternização e a pagar as dívidas, assim como a devolver tudo o que se pediu emprestado ao longo do ano. O Ano Novo judaico é conhecido, segundo a Torá, como o Dia da Aclamação, no qual Adão e Eva foram gerados pelo Criador, e posteriormente, na mesma data, cometeram o pretenso pecado capital, comendo do fruto da árvore do conhecimento.

 

 

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Há 70 anos foi libertado o campo de concentração mais associado ao extermínio dos judeus pelo regime nazi.

Quando o Exército Vermelho (soviético) entrou em Auschwitz, a 27 de janeiro de 1945, encontraram um local onde foram mortas 1,5 milhões de pessoas e que se tornou num testemunho da crueldade nazi, mas que só ao longo dos anos se transformou num símbolo do Holocausto dos judeus.

Auschwitz tornou-se um campo de extermínio nos últimos anos da guerra, para acabar sobretudo com os judeus da Europa Ocidental. Para ali foram enviados os 438 mil judeus húngaros deportados em massa em 1944, 70 mil franceses, 60 mil holandeses, 46 mil checos e da Morávia, 27 mil eslovacos, 25 mil belgas, 23 mil alemães e austríacos, 10 mil jugoslavos, 7500 italianos, e ainda mais 300 mil polacos, além de outras nacionalidades em menor número, entre as quais portugueses. Não judeus também foram enviados para Auschwitz, como os ciganos.

Auschwitz era também um campo de trabalhos forçados, por isso houve sobreviventes para contar o que lá passaram. Muitos eram da Europa Ocidental, e influenciaram o desenrolar da visão histórica do que hoje chamamos Holocausto.

300 sobreviventes do Holocausto comemoram data no antigo campo de concentração nazi

Cerca de 5,5 milhões de judeus morreram durante a Segunda Guerra…

A melhor forma de saberes mais sobre este tema é através dos livros. A Revista Fábulas, em linha, apresenta-te algumas sugestões de títulos para crianças e jovens relacionados com a Segunda Grande Guerra.

Para requisitares estes livros e conheceres outras histórias, em livros e em DVD, vai até à tua biblioteca!

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Este vídeo, disponível no YouTube, não é só a história da humanidade, mas a história do Universo desde o famoso e tão desconhecido Big Bang até hoje.

Aqueles que estudaram história, e aqueles que têm um grande interesse nela, sabem que é impossível resumir em dois minutos ou duas horas, ou dois dias sem omitir histórias, factos, acontecimentos ou figuras-chave para explicar por que é hoje o mundo como ele é e estamos como estamos.

A História do Mundo em dois minutos fornece uma visão chocante mas explicativa da evolução do mundo desde as suas origens até ao presente. A não perder e, acima de tudo, a não piscar os olhos ou irão perder um pouco da história desta nossa Grande História.

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A 28 de junho de 1914, o herdeiro do trono do império austro-húngaro, Francisco Ferdinando, foi assassinado em Sarajevo por um nacionalista sérvio. Foi a gota de água que fez a Alemanha declarar guerra à Rússia, a 1 de agosto de 2014, e precipitou a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).  

As comemorações do centenário estão aí, em força, em vários países. 

(blogue RBE)

 

Aqui ficam algumas ligações com recursos sobre o tema:

 

 

1. Biblioteca Nacional de Portugal

Diário da Grande Guerra: testemunhos portugueses

 

 

2. Assembleia da República

Comemorações 100 anos Grande Guerra

 

 

3. Comissão Coordenadora das Evocações do Centenário da I Guerra Mundial

100 Anos da Grande Guerra

 

 

4. Memórias da I Guerra Mundial 1914-1918

Comunidade (facebook)

 

 

5. Portal Portugal 1914

Projeto do Instituto de História Contemporânea (IHC) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL

 

 

6. Youtube

Primeira Guerra Mundial – BBC (minissérie documental da BBC)

 

 

7. ENSINA RTP

Artigos, reportagens, …

 

 

8. Público

Dossiê I Grande Guerra

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Literacia de Informação

Da Informação ao conhecimento com a biblioteca escolar

Hipermediaciones

Conversaciones sobre la comunicación digital interactiva

Amora negra

Página do escritor e contador de histórias Carlos Alberto Silva

A maioria das pessoas que caminhem atrás de mim serão crianças, por isso manterei os passos curtos." Hans Christian Andersen

BECRE-AEPM

Biblioteca Escolar / Centro de Recursos Educativos do Agrupamento de Porto de Mós

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